Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

A opinião de Sarah Adamopoulos

 

 O lançamento de um livro de um amigo é um momento excepcional na vida de alguém que também escreve - por ser um amigo e por ser um livro. Sei bem o que sente um autor no dia em que um livro seu vai à sua vida, quando deixa de lhe pertencer e segue caminho, voando para outras paragens - opacas como tudo o que jamais conheceremos, inefáveis como graças a Deus algumas das melhores coisas na vida. Sentimentos contraditórios ainda assim, os do escritor de repente sem livro. Porque a verdade é que quando um livro é lançado (ao mundo) e o escritor fica sem ele, há qualquer coisa que lhe morre - o livro, as longas horas à volta dele a tricotar palavras - transformando o escritor numa espécie de viúvo de si mesmo.

 

 

 

Gostei de ver tantas mulheres no lançamento do novo livro do Zé. Gostei de as ver leitoras apressadas, compelidas para o livro, os olhos postos nos livros quentinhos pousados em seus regaços de mulheres, sensíveis ao tema que embala a escrita do Zé desde sempre: o amor das mulheres, a sua natureza e formas. Acredito que todas as mulheres se dedicam a algum tipo de pesquisa sentimental. O que o Zé narra neste livro interpela-as particularmente.

 

 

Estou convencida que a coisa que morreu agora ao Zé se transformará naquilo que fatal e verdadeiramente justifica a publicação de um livro: a comunhão, a partilha, o contacto, lá no lugar literário onde se encontram um escritor e o seu leitor.

S.A..

publicado por Perplexo às 16:40
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