Sábado, 28 de Fevereiro de 2009

Dois artigos no Jornal de Letras

 O Jornal de Letras de 25 de Fevereiro (nº1002) publica uma longa entrevista com José Couto Nogueira e uma crítica de Miguel Real ao "Pesquisa Sentimental".

Para ver estas páginas em tamanho real, clique nas imagens abaixo.

 

 

 

publicado por Perplexo às 16:49
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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

"Alexandre, o Grande", por Paulo Nogueira

 

                  “Pesquisa Sentimental” é como aqueles jantares em que estava tudo bom: das azeitonas ao café, da música ao vinho – e, sobretudo, a companhia. Pois este romance é um convívio quase impossível de abandonar. Aqui, José Couto Nogueira consolida e amadurece as virtudes literárias já demonstradas no “Táxi” e no “Vista da Praia”, engastadas na melhor tradição da narrativa anglo-saxónica (para mim, a melhor do mundo).

                  As descrições são gráficas e persuasivas, por vezes imbuídas de um lirismo irónico, como se o próprio cosmos conspirasse contra as personagens – ou, pelo contrário, lhes desse uma mãozinha. Os diálogos são naturais (nunca bonecos de ventríloquo a palrarem para encher o chouriço) mas idiossincráticos e consistentes (até conceptuais) – empurram o enredo para frente como se sobre patins, enquanto desvendam, paulatinamente, o coração e a mente das personagens.

                  O estilo da prosa é elegante mas não ornamental; fluente mas não esbaforido; arejado mas nunca oco.

                  As aventuras, venturas e desventuras de Alexandre e dos seus pares conjugam harmoniosamente o universal – o tema perene do amor, a alegada via mais rectilínea para a felicidade – e o particular: a psique e a alma portuguesa embrenhadas naquela demanda. O que mais se pode pedir a um autor? Bem, talvez isto: o próximo, se faz favor.

 

(Paulo Nogueira é jornalista, escritor e crítico do Expresso)

 

JCN foi ao Jornal matinal da SIC Notícias comentar os acontecimentos

do dia, a troco de falar durante um minuto sobre o livro

 

publicado por Perplexo às 10:37
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Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009

Crítica de Fernando Sobral no "Jornal de Negócios" de 21 de Fevereiro

 O amor é um território minado. E isso José Couto Nogueira sabe explicar como poucos. No fundo este belo romance é uma carta de amor sobre paixões que se encontraram e perderam, sobre a roupa de marinheiros que os homens vestem para se perderem, em terra firme, perante o encanto fatal das sereias. É quase, arriscava dizer, um livro sobre a forma como as mulheres vêem os homens, do ponto de vista de um homem que soube que eles perderam o jogo do amor. Há uma frase que nos diz tudo: “Alexandre, perplexo, olha para Mariana, a pedir uma âncora. Ela retribui o olhar, divertida, a negar-lha – mas com ternura”. José Couto Nogueira escreve sobre o amor imenso que se esbanja em busca da felicidade. A única coisa que conta.

 

FS

publicado por Perplexo às 22:00
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Domingo, 22 de Fevereiro de 2009

Saiu no "Correio da Manhã"

 Veja no Correio da Manhã de 13 de Fevereiro. Só tem um pequeno erro: o livro NÃO É autobiográfico. Quando muito, levemente biográfico. Fora esse pormenor, a jornalista Lina Gusmão conseguiu resumir bem quase uma hora de incontinência verbal...

publicado por Perplexo às 00:32
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Sábado, 21 de Fevereiro de 2009

A opinião de Sarah Adamopoulos

 

 O lançamento de um livro de um amigo é um momento excepcional na vida de alguém que também escreve - por ser um amigo e por ser um livro. Sei bem o que sente um autor no dia em que um livro seu vai à sua vida, quando deixa de lhe pertencer e segue caminho, voando para outras paragens - opacas como tudo o que jamais conheceremos, inefáveis como graças a Deus algumas das melhores coisas na vida. Sentimentos contraditórios ainda assim, os do escritor de repente sem livro. Porque a verdade é que quando um livro é lançado (ao mundo) e o escritor fica sem ele, há qualquer coisa que lhe morre - o livro, as longas horas à volta dele a tricotar palavras - transformando o escritor numa espécie de viúvo de si mesmo.

 

 

 

Gostei de ver tantas mulheres no lançamento do novo livro do Zé. Gostei de as ver leitoras apressadas, compelidas para o livro, os olhos postos nos livros quentinhos pousados em seus regaços de mulheres, sensíveis ao tema que embala a escrita do Zé desde sempre: o amor das mulheres, a sua natureza e formas. Acredito que todas as mulheres se dedicam a algum tipo de pesquisa sentimental. O que o Zé narra neste livro interpela-as particularmente.

 

 

Estou convencida que a coisa que morreu agora ao Zé se transformará naquilo que fatal e verdadeiramente justifica a publicação de um livro: a comunhão, a partilha, o contacto, lá no lugar literário onde se encontram um escritor e o seu leitor.

S.A..

publicado por Perplexo às 16:40
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Rolando Raimundo comenta

 O lançamento. Foi bonito de se ver. Todo aquele calor humano e apoio ao autor. Nem tudo foi show off, feira de vaidades, desfile de trapos sob flahes. Houve substância. Gratificante, certamente, "bom para o ego", nas palavras do escritor.. (Ah! vil metal, desta vez levaste nas trombas!)

Como costume, todos os ingredientes dos romances de Eça... Os ansiosos de mediatismo, famintos de focos, interesseiros, beijoqueiros, engatateiros, lambedores, babosos, orelhudos e olheiros, crónicos do cocktail, papas-tudo, grudados à mesa dos salgados a fingir distração. Os interessados e assim-assim, literatos, intelectuais e pseudos. Os sem-saber-como e os ali-por-acaso. As caras bonitas, as feias e as sem graça. Eternos desconhecidos...

Mas isto é um circo! dirão muitos, como Fellini. Pois é, mas foi o que nos calhou. Senhores, não nos tirem a continuação deste gozo feliz. Show must go on.

Escrito isto, encontro-me já a ler a Pesquisa. Farei depois o respectivo comentário. My way.

 

 

Manuel Alberto Valente conversa com a responsável pela livraria do ECI.

Ao fundo José Manuel Saraiva

 

publicado por Perplexo às 16:33
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

Conta Ana Martins

 

 Se na visão de um escritor um livro é como um filho, nunca nasce de parto natural! É uma descarga de adrenalina intangível, contudo contagiante para quem de mais perto o rodeia, até para quem nunca o viu ou leu.

 

Quem conhece o Zé sabe que a sua personalidade seduz até o periquito!

Para mim foi tão envolvente sair da minha real percepção e num simples rodopio, deixar-me conduzir pela comoção latente naquela sala apinhada de pessoas, quase sufocadas pela vertigem da adrenalina do momento, sedentas de sugar a emoção do Zé.

Muitas pessoas, sabendo-me aprendiz de feiticeira, vinham até mim com a pergunta: “Tu sabes o que ele está a sentir, conta-me!" E volto a rodopiar pela sala, o meu eu que sabe a vertigem de estar fisicamente preso ao natural desenrolar do evento, à atenção que se quer dar a todo o pormenor e a cada uma das pessoas, mas… e todo o bastidor de sensações que se perde pelas pontas dos dedos? Sim!, eu posso captar o carinho perene pelo Zé para lhe oferecer num tranquilo depois! Retenho olhares, cheiros, pontas de conversas. Envio via twitter #JCN, fotografo digital e mentalmente espasmos de sensações, minudências valorizadas pelo Zé que jamais as conseguiria abarcar, feliz e assoberbado na fila interminável e sequiosa pelo seu autógrafo e momento de atenção. Sorrio feliz ao constatar que, na braçada dos leitores, de mão dada com o Pesquisa, estão o Vista e o Táxi!

Num último rodopio pela sala, aquela inigualável e timbrada gargalhada poderosa faz-me voltar a observar, agora, o meu querido mestre e amigo – de imediato recordo as palavras da Ana Padrão (na sua forma blasé, na simplicíssima apresentação que precisamente por isso a todos fascinou), ao ter descrito:

“O Zé é daquelas pessoas que riem com o corpo todo!”

 

Ana Martins

 

 

 

JCN assina o livro de J.A. Furtado

(fotografia de Ana Martins)

 


publicado por Perplexo às 14:25
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Diz Ana Godinho

Na minha quase ofegante busca por respostas sobre o comportamento masculino, observo as criaturas Y com aspirações científicas. Em vão. Quando acho que começo a chegar a alguma conclusão útil, eis que o universo masculino me prega mais uma partida.

 

Ao percorrer as páginas do “Pesquisa Sentimental” apercebo-me que está tudo ali. De repente, fez-se luz. Finalmente uma abordagem coerente e iluminada. Não, os homens não são todos iguais. Os homens que pensam são iguais nas suas dúvidas e iguais nas suas angústias. Não percebem é o seu novo papel. Não conseguiram digeri-lo ainda. Não sabem quem são. E a culpa é, claramente, das mulheres. Que evoluíram, as grande rameiras…!

 

 

“O problema é que as mulheres já não são o que eram; e nós continuamos na mesma. – Gil às vezes fica pensativo, filosófico.” Sem dizer, diz tudo. O Gil é o elemento que equilibra. Entre os dramas e a necessidade quase intoxicante de compreensão de Alexandre e as pérolas limitadas de Artur, Gil é o fio-de-prumo.

 

 

Artur é o idiota que ainda não percebeu que as mulheres mudaram. O papel da mulher é absolutamente limitado pelas suas próprias limitações masculinas. Aliás, um gajo que diz - “Vais largar a tua mulher por causa duma gaja que te faz um broche, mal te conhece? (…)  Não te percebo. Tens uma mulher impecável. E depois tens as gajas. Não há nada de mal nisso. Sempre foi assim, sempre há-de ser.” – será digno de salvação dos seus demónios?

 

 

O “Pesquisa Sentimental” tem sido uma viagem salivante pela mente masculina. Não que eu não soubesse já algumas das verdades lidas. A questão é que finalmente foram verbalizadas por um homem. Finalmente, houve um homem que se chegou à frente.

 

 

E tenho a sorte e o privilégio de ele fazer parte da minha vida. Obrigada Zé…

 

 

Ana Godinho

 

 

 

 

O El Corte Inglés calcula que estiveram

mais de 150 pessoas no lançamento

 

publicado por Perplexo às 13:26
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Diário de um novo livro - 1

 Um livro é como um filho: quando nasce, vive-se uma alegria e acontecem grandes agitações. Ele é mandar os convites, ele é fazer entrevistas, ele é fazer e receber telefonemas, mensagens de texto, twitts e palpites no facebook... Dias alegres e confusos, como num filme cómico, épico e desfocado, tudo ao mesmo tempo.

A editora liga a dizer que fez isto e aquilo, os jornalistas ligam a marcar aqueloutro, os amigos querem ajudar, os conhecidos querem ser amigos — e o autor, não sabendo se há-de rir ou chorar, só pensa em ir directamente da partida para a chegada, sem passar pelos precalços.

 

Ora bem, o autor, sem tempo para blogar, toma uma decisão: vai fazer uma espécie de diário dos acontecimentos e estremecimentos, a publicar aqui assim que conseguir sentar-se cinco minutos. E vai pedir a alguns amigos que o ajudem, contando o que viram e ouviram e o que acham do livro.

 

Para já, com um grande sorriso se comunica que o lançamento em Lisboa foi um sucesso; muita gente engalanada, com ar de festa, amigos, presenças a que o autor dá grande importância. Autógrafos, abraços e beijinhos. Promessas de almoços e jantares, tertúlias e conversas perdidas assim que o tempo o permita. 

 

 

Maria João Costa (Livros d'Hoje), Ana Padrão,

JCN e Susana Santos (El Corte Inglés)

 

 

 


publicado por Perplexo às 00:58
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Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Lançamento em Lisboa

 O livro vai ser apresentado em Lisboa, no El Corte Inglés, quarta-feira dia 18, às 18h30. Apresentação de Ana Padrão.

 

publicado por Perplexo às 13:07
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