Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Aconteceu no curso de Escrita Criativa

 Levei o livro do José Couto Nogueira para o próprio autografar. Levantei-me da cadeira uma dezena de vezes na tentativa de chegar ao escritor. Em vão. Como era a ultima aula, os alunos aproveitaram para levar os livros com o mesmo objectivo. Um autografo. Só pedia para o escritor não me perguntar se estava a gostar do livro.

 

"Só espero que não me pergunte se estou a gosta do livro." disse à Andreia.

"Porquê?".

"Porque estou a gostar mesmo e ele não vai acreditar. É daquelas perguntas que não devem ser feitas. Ninguém mais dizer que acha o livro mau, mesmo que ache. Mas eu juro que estou a gostar."

A Teresa arranjou logo solução.

"Chegas ao pé dele e dizes para ele esquecer tudo o que os outros lhe disseram acerca do livro, que tu vais ser verdadeiramente sincera. Que estás a adorar mesmo a sério. Mesmo, mesmo."

Só ela para se lembrar disto.

 

Aproveitei o intervalo, pedi o meu autografo e José Couto Nogueira perguntou se estava a gostar da sua obra. Eu respondi que sim. E pronto. Isso já ele ouviu dezenas de vezes, fui só mais uma e tenho quase quase quase a certeza que não acreditou em mim. Mas juro que estou a adorar. Juro. É daquelas obras que todos deveriam ler.

 

Odeio quando quero exprimir alguma coisa e sou vulgar. A vulgaridade não é credivel. Infelizmente.

 

Cláudia Oliveira

 

NOTA DE JCN: Encontrei este texto aqui: MAU FEITIO.

Obrigado, Cláudia!

 

 

publicado por Perplexo às 15:47
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